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Radiografia/Tomografia Computadorizada (TC)

O Moderno Exame de Imagem Radiográfico

Fig.1: Avaliação de um exame de imagens por TC

Foi Conrad Roentgen quem estabeleceu a base de se olhar para dentro do corpo humano em 1895, ao fazer a então sensacional descoberta dos "raios-X". Em honra das conquistas do ganhador do Prêmio Nobel, os raios-X são chamados de "raios de Roentgen" em muitos países.

Hoje em dia, a técnica radiográfica é um procedimento de exame de imagem de uso freqüente na medicina, ficando atrás somente do ultra-som. Ela mede a densidade dos tecidos pela absorção dos raios-X e permite que se consigam imagens maravilhosas de tecidos densos como os ossos. Entretanto, a diferenciação dos tecidos moles é bem menos clara. São necessários meios de contraste para criar um contraste artificial entre o órgão a ser diagnosticado e as estruturas vasculares ou anatômicas vizinhas. A detecção de alterações patológicas em tecidos moles também requer um realce de contraste ideal.

Existem muitos exames radiológicos na prática atual envolvendo o uso dos meios de contraste. Alguns dos mais comuns são descritos aqui.

Tomografia Computadorizada – uma história de sucesso em constante desenvolvimento

Na radiologia, a tomografia computadorizada (TC) é considerada uma das inovações mais importantes desde a descoberta dos raios-X. Somente poucos anos após sua invenção no início dos anos 1970, em 1979, Godfrey N. Hounsfield e A.M. Cormack receberam o Prêmio Nobel de medicina por seu trabalho desbravador.
Tendo como base os raios-X, a tomografia computadorizada inicialmente produz uma série de imagens transversais do órgão sob investigação que são então processadas por um software especial, resultando em um conjunto volumoso de dados. Esse conjunto de dados permite a reconstrução de imagens bi- e tridimensionais em diferentes planos.

Atualmente, a tomografia computadorizada representa uma tecnologia estabelecida de alta qualidade que avançou para se tornar um componente indispensável e integral dos diagnósticos médicos de rotina. Ela permite uma compreensão detalhada do interior do corpo e fornece aos médicos uma base sólida para que sejam tomadas decisões terapêuticas que beneficiem seus pacientes. A TC é aplicada em exames diagnósticos dos pés à cabeça. Os campos de importância especial são a terapia de urgencia, os diagnósticos de doenças cardíacas, exames da cabeça e indicações oncológicas.

Importantes desenvolvimentos na tomografia computadorizada

Desde a invenção da tomografia computadorizada, em 1972, a tecnologia passou por um desenvolvimento dinâmico que resultou em uma série de inovações. Ao longo dos anos, a Bayer HealthCare Pharmaceuticals sempre esteve em uma posição de liderança para adaptar os protocolos de aplicação dos meios de contraste com cada nova geração de escâner.

TC Seqüencial

Na TC seqüencial original, o tubo de raios-X e o detector giram ao redor do paciente, que se mantém em posição fixa. Se ele se mexer durante o exame, surgem artefatos que dificultam um diagnóstico claro. A TC seqüencial é, portanto, de uso limitado para exame de órgãos com movimento ou com alto fluxo de passagem, como coração, pulmão ou estruturas vasculares.

TC em espiral ou helicoidal

No final dos anos 80, os primeiros escâneres espirais surgiram no mercado. Na TC espiral, o paciente é levemente movimentado pelo escâner em uma velocidade constante enquanto que a fonte de raios-X e o detector – o pórtico – giram espiralmente ao redor do paciente. A TC espiral permite exame mais curto e reduz os artefatos de movimento. Além disso, a TC espiral fornece uma poderosa ferramenta para reconstruir imagens 3D da anatomia investigada.

A introdução da TC multi-cortes ou multi-fileiras aumentou a eficiência dessa técnica em múltiplas vezes. O número de fileiras do detector passou por contínuo aumento. Ao examinar simultaneamente vários cortes, o tempo do exame pode ser reduzido significantemente. Hoje, escâneres de TC com 64 fatias são os mais modernos, mas o desenvolvimento ainda progride: TCs com 256 e 320 cortes já estão sob avaliação clínica.

TC de Fonte Dupla

O último salto evolucionário no desenvolvimento dinâmico da tomografia computadorizada é representado pela TC de Fonte Dupla que está comercialmente disponível desde 2005. Com seus dois tubos de raios-X, os escâneres DSCT trabalham duas vezes mais rapidamente do que os escâneres convencionais de alta resolução. Por causa de sua velocidade incrível – um exame de imagens completo leva menos de 10 segundos – imagens nítidas do batimento cardíaco podem ser produzidas ainda quando o batimento cardíaco é rápido ou irregular. Além disso, o uso de unidades radiográficas permite a formação de imagens de energia dupla que possibilita uma melhor diferenciação da composição química das estruturas investigadas.
A Bayer HealthCare Pharmaceuticals está colaborando com a Siemens AG para desenvolverem juntas os protocolos de aplicação dos meios de contraste para o sistema DSCT da Siemens Somatom Definition para fornecer aos radiologistas recomendações confiáveis de protocolo para o uso do escâner e parâmetros otimizados para injeção de meios contraste. Os resultados foram publicados em 2008 (“Dual Source CT Imaging”, Springer Medizin Verlag Heidelberg).

Imagens com a fusão PET-TC

Um desenvolvimento recente no exame de imagens diagnósticas está envolvendo em conjunto a tomografia computadorizada com a tomografia por emissão de pósitrons (PET). As imagens geradas pela fusão PET-TC combinam os pontos fortes de duas modalidades de imagem em um exame único e abrangente. Enquanto a TC torna visíveis as estruturas anatômicas e morfológicas, a PET detecta alterações patológicas em um nível molecular. O uso combinado das duas modalidades resulta em mais informações para um diagnóstico preciso.

Angiografia

O procedimento radiológico que investiga a condição dos vasos sangüíneos é chamado de angiografia. Normalmente se faz uma distinção entre arteriografia e venografia, dependendo das artérias ou veias que estão sendo examinadas.

Angiografia por subtração digital (ASD)

ASD é uma otimização da Angiografia clássica. Na ASD, a imagem é produzida pela subtração de radiografias sem meios de contraste de radiografias feitas após a administração dos meios de contraste. O resultado desse processo de subtração é a visualização de vasos cheios com meios de contraste sem estruturas sobrepostas. Esses procedimentos envolvem o uso de equipamento eletrônico especializado, incluindo hardware radiográfico e de computação, para produzir imagens seqüenciais rápidas.

Angiografia coronária com cateter

A angiografia ou arteriografia coronária é um método invasivo que envolve um cateter. Trata-se de um exame radiográfico dos vasos sangüíneos ou câmaras do coração. Um tubo plástico, flexível e fino (cateter) é inserido em um vaso sangüíneo na porção superior da coxa ou no braço. A ponta do tubo é posicionada no coração ou na entrada das artérias que suprem o coração, e um meio de contraste é injetado. Dependendo das descobertas durante a angiografia, procedimentos adicionais com cateter podem ser realizados ao mesmo tempo, como a angioplastia com balão ou a colocação de stent, imediatamente após a abertura de uma artéria estreitada.

Urografia intravenosa (pielografia intravenosa, UIV, PIV)

A urografia intravenosa continua sendo o exame radiológico básico do trato urinário e seu propósito principal é avaliar o formato, a estrutura e a função dos rins. Quando são injetados intravenosamente, a maioria dos meios de contrate é rapidamente excretada via renal; por isso, uma série de radiografias feitas após a injeção destacará o trato urinário (rins, ureter e bexiga).

Técnicas intervencionistas

Atualmente, muitos radiologistas estão se especializando em procedimentos terapêuticos que foram desenvolvidos a partir de técnicas radiológicas. Esses procedimentos incluem a dilatação de artérias estreitas (angioplastia, angioplastia transluminal percutânea, ATP) assim como o fechamento proposital de artérias que suprem áreas anormais, como tumores, aneurismas e malformações vasculares. Biópsias e tratamentos terapêuticos adicionais, como, por exemplo, ablações com radiofreqüência, podem ser realizados sob controle de TC a fim de aumentar a precisão do procedimento. Os meios de contraste freqüentemente são requeridos para monitorar o curso e o sucesso desses procedimentos de tratamento.

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